Quando você contrata uma pessoa, você não contrata a pessoa — você contrata uma função: triagem de documento, resposta de primeira linha, conciliação de pagamento. A pessoa é como essa função sempre foi preenchida. Agora existe outra forma de preencher parte delas, e ela não tem salário, não tem teto de horas e não pede férias.
Isso não significa demitir. Significa que as funções repetitivas e caras da sua operação podem rodar com um agente fazendo o volume e uma pessoa fazendo a exceção e a aprovação. O time sobe de nível: sai da esteira, vira revisor.
Se você não consegue escrever a vaga, também não consegue automatizar a função.
Contrate o papel, não a ferramenta
O erro comum é começar pela ferramenta. Comece como começaria uma contratação: descreva a vaga. O que entra, o que sai, o que é um trabalho bem feito, quem cobra quando sai errado. Se a vaga não fecha no papel, nenhum agente fecha ela em produção.
Três passos pra testar isso este mês
Escolha uma função cara e repetitiva. Triagem de documento, resposta de primeira linha, conciliação. Alto volume, regra clara, erro barato de revisar.
Escreva o que é "bem feito". Cinco exemplos reais de entrada e da saída que você aceitaria. Sem isso, ninguém — pessoa ou agente — sabe quando acertou.
Defina quem aprova. O que sai sozinho e o que espera uma pessoa. No começo, tudo espera. O limite abre conforme o histórico de acerto.
Onde isso não se aplica
Decisão cara não sai sozinha — crédito, saúde, contrato. E se o dado da função está espalhado em cinco sistemas e três planilhas, arrume a base antes: agente em cima de dado errado só erra mais rápido.
Quer saber qual função da sua operação fecha no papel?
É exatamente isso que o diagnóstico responde, em duas semanas.
Marcar diagnóstico →